quinta-feira, 25 de março de 2021

Dragão do Mar e a Abolição do Ceará



Hoje é comemorada, 25 de março, a Data Magna do Ceará, que celebra o marco histórico do fim da escravidão no nosso estado. O Ceará foi a primeira província brasileira a libertar os escravos, no dia 25 de março de 1884 –, há 137 anos. O Ceará se antecipou em quatro anos à abolição da escravatura em todo o Brasil, que ocorreu somente em 13 de maio de 1888, com a assinatura da Lei Áurea.

Como indicação de leitura sobre a Campanha abolicionista cearense, indico o belo livro do escritor e artista plástico, o saudoso Audifax Rios, intitulado “Dragão do Mar e seu tempo – Cem anos do Derradeiro Brado do Chico da Matilde”, publicado em 2014.

segunda-feira, 22 de março de 2021

CURSO 'FORTALEZA EM QUATRO ROMANCES' - ARTE URGENTE

 

O Curso "Fortaleza em quatro romances" é uma ação cultural que faz parte da programação do Projeto Arte Urgente: janelas formativas, ministrado por mim. Curso tem como finalidade ressaltar a memória literária da capital do Ceará por meio do estudo de quatro romances cearenses clássicos publicados na passagem do século XIX e início do XX: "A afilhada" (1889), de Oliveira Paiva; "A Fome" (1890), de Rodolfo Teófilo; "A normalista" (1893), de Adolfo Caminha e "A divorciada" (1899), de Francisca Clotilde.

Confira os Cursos Livres das Janelas Formativas. As inscrições começaram na segunda-feira, dia 15/03. Neste momento, estarão disponíveis 20 opções de cursos e o preenchimento das vagas é por ordem de inscrição. O link para inscrições estará disponível no link a seguir:https://arteurgente.com.br/janelas-formativas-08-curso-fortaleza-em-quatro-romances/


O Arte Urgente é resultado de ação da Lei Aldir Blanc no Ceará. Conta com a Realização do Instituto BR, da Quitanda Soluções Criativas e dos Laboratórios Culturais, em colaboração com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult); Produção Executiva da Cinco Elementos Produções e Marco Zero; e Apoio Institucional do Porto Dragão por meio do Instituto Dragão do Mar e da Universidade Estadual do Ceará (UECE); Apoio: Lei Aldir Blanc, Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura, Governo Federal.


EMENTA DO CURSO

O Curso "Fortaleza em quatro romances" tem como finalidade ressaltar a memória literária da capital do Ceará por meio do estudo de quatro romances clássicos publicados no século XIX, servindo de canal de divulgação da literatura cearense para o público em geral. Esse Curso é integrante do Projeto de extensão "O entre-lugar na literatura cearense", coordenado pelo Prof. Charles Ribeiro Pinheiro, desenvolvido durante o Curso de Doutorado em Letras da UFC, entre 2015-2019, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva, com o propósito de investigar a formação da literatura produzida e lida no Ceará. O Curso "Fortaleza em quatro romances" consiste em aulas que abordarão quatro romances clássicos de autores cearenses que têm a cidade de Fortaleza como principal cenário para o desenvolvimento de suas tramas, enfatizando as representações ficcionais do espaço urbano em seus contrastes e mutações e desenvolvendo a interdisciplinaridade entre a Literatura, a História e o Urbanismo. Ou seja, as aulas abordarão os romances, observando Fortaleza nos seus variados aspectos formais: a cidade como cenário, como tema, como personagem, como alegoria, enfim como evento desencadeador da criação ficcional, palco ideal para os cantos de amor e de ódio, de louvores e de denúncias. São dez encontros de duas horas cada, abordando os romances, ministrado de modo remoto por plataforma de vídeo on-line (Meet ou Zoom, a definir). As aulas estão construídas de forma didática para o público geral, úteis e atrativas, tanto quanto para jovens, quanto para universitários, adultos, curiosos da história literária do Ceará. Privilegiaremos escritores do realismo-naturalismo, sendo os seguintes romances: "A afilhada" (1889), de Oliveira Paiva; "A Fome" (1890), de Rodolfo Teófilo; "A normalista" (1893), de Adolfo Caminha e "A divorciada" (1899), de Francisca Clotilde.

CONTEÚDOS ABORDADOS
  • Literatura cearense;
  • Literatura brasileira;
  • Gênero romance;
  • História do Ceará;
  • Realismo-naturalismo;
  • Análise de narrativas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Estudar quatro romances de autores cearenses do século XIX;
  • Enfatizar as representações ficcionais do espaço urbano de Fortaleza em seus contrastes e mutações;
  • Divulgar a História da literatura cearense e servir de canal de divulgação para o público em geral;
  • Fomentar e valorizar atividades educacionais e culturais ao contemplar as esferas da leitura, livro, literatura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, Otacílio de. Fortaleza descalça. Fortaleza: Edições UFC/Casa José de Alencar, 1992.
AZEVEDO, Sânzio de. Adolfo Caminha: vida e obra. Fortaleza: Casa José de Alencar/UFC, 1997.
BARREIRA, Dolor. História da Literatura Cearense. Fortaleza: Editora Instituto do Ceará, 1948.
BENEVIDES, Artur Eduardo. Evolução da Poesia e do Romance Cearense. Fortaleza: Imprensa Universitária/UFC, 1976.
CANDIDO, Antônio. O Discurso e a Cidade. 3. ed. São Paulo; Rio de Janeiro: Ed. Ouro sobre Azul; Duas Cidades, 2004
CAMINHA, Adolfo. A normalista. Fortaleza: Editora ABC, 1997.
CLOTILDE, Francisca. A divorciada. 2a ed. atualizada, acrescida de estudos críticos de Otacílio Colares, Angela Barros Leal e Nádia Battella Gotilib. Ceará: Editora Terra Bárbara, 1996.
MONTENEGRO, Abelardo F. O romance cearense. Fortaleza: Casa de José de Alencar/UFC, 1993.
OLIVEIRA, Caterina Maria de Saboya. Fortaleza: seis romances, seis visões. Fortaleza: Edições UFC, 2000.
PAIVA, Manuel de Oliveira. A Afilhada. In: PINTO, Rolando Morel. Manuel de Oliveira Paiva: obra completa. Rio de Janeiro: Graphia Editorial, 1993.
PONTE, Sebastião Rogério. Fortaleza Belle Époque. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2001.
RAMA, Angel. A cidade das letras. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1984.
SÜSSEKIND, Flora. Tal Brasil, qual romance?. Rio de Janeiro: Achiamé, 1984.
TEÓFILO, Rodolfo. A fome/Violação. Rio de Janeiro: José Olympio; Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 1979.
TINHORÂO, José Ramos. A província e o naturalismo. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1966.






sábado, 13 de março de 2021

Inscrições gratuitas Curso Fortaleza em quatro romances

 

INSCRIÇÕES GRATUITAS!
A partir de segunda-feira, dia 15/03, está com inscrições abertas o Curso “Fortaleza em quatro romances”, ação cultural que faz parte da programação do Projeto Arte Urgente: janelas formativas, ministrado por mim.
O Curso “Fortaleza em quatro romances” tem como finalidade ressaltar a memória literária da capital do Ceará por meio do estudo de quatro romances cearenses clássicos publicados na passagem do século XIX e início do XX: “A afilhada” (1889), de Oliveira Paiva; “A Fome” (1890), de Rodolfo Teófilo; “A normalista” (1893), de Adolfo Caminha e “A divorciada” (1899), de Francisca Clotilde. O Curso consiste em aulas que abordarão quatro romances clássicos que têm a cidade de Fortaleza como principal cenário para o desenvolvimento de suas tramas, enfatizando as representações ficcionais do espaço urbano em seus contrastes e mutações e desenvolvendo a interdisciplinaridade entre a Literatura, a História e o Urbanismo.
Vem conferir os Cursos e Ações do Projeto Arte Urgente!
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Quer formação? Temos! 🗣 Confira os Cursos Livres das Janelas Formativas. As inscrições começam segunda-feira, 15/03.

Neste momento, estarão disponíveis 20 opções de cursos e o preenchimento das vagas é por ordem de inscrição. Então ativa as notificações e, quando o link for divulgado, correeeee!

O link para inscrições estará disponível na bio @arteurgente.labs a partir de 15/03, no site abaixo  www.linktr.ee/arteurgente.labs

⚠ O Arte Urgente é resultado de ação da Lei Aldir Blanc no Ceará. Conta com a Realização do Instituto BR, da Quitanda Soluções Criativas e dos Laboratórios Culturais, em colaboração com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult); Produção Executiva da Cinco Elementos Produções e Marco Zero; e Apoio Institucional do Porto Dragão por meio do Instituto Dragão do Mar e da Universidade Estadual do Ceará (UECE); Apoio: Lei Aldir Blanc, Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura, Governo Federal.





sexta-feira, 5 de março de 2021

Aniversário Patativa do Assaré

 

Na foto, a biografia escrita pelo pesquisador e jornalista Gilmar de Carvalho.

Hoje é aniversário de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (Assaré, CE, 1909-2002), é poeta, compositor, cantor e improvisador. Cego de um olho por causa de uma doença, ele só frequentou a escola por alguns meses, antes de ir trabalhar no campo para ajudar sua família. Por volta dos vinte anos, começou a cantar em festas populares cearenses. É a partir desse momento que ele recebe o apelido de Patativa, nome de um pequeno pássaro que vive na região. Foi em 1956, na festa da Feira do Crato, que conheceu José Arraes de Alencar, que o ajudou a publicar o seu primeiro livro, "Inspiração Nordestina".
Viva o aniversário de Patativa do Assaré, um dos maiores poetas cearenses do século XX.

"Patativa do Assaré (1909-2002) foi um poeta e repentista brasileiro, considerado um dos principais representantes da arte popular nordestina do século XX. O seu poema “Triste partida”, em 1964, foi musicado e gravado por Luiz Gonzaga (1912-1989), o que lhe rendeu projeção nacional. Seus versos, traduzidos em vários idiomas, são temas de estudos em diversas universidades pelo mundo, a exemplo da Universidade de Sorbonne, na França, em sua disciplina “Literatura popular universal”. (Trecho do Fascículo 1 do Curso de Literatura cearense da Fundação Demócrito Rocha, 2020, em coautoria com Lílian Martins).


Na foto, a biografia escrita pelo pesquisador e jornalista Gilmar de Carvalho, em duas edições. Acima, a obra da coleção nordestina, "Patativa do Assaré-Cordeis", 2ª edição ampliada que foi indicada para o vestibular da Universidade Federal do Ceará.

Para que a poesia e a arte nos consolem desse mundo caótico e atroz.
Viva o aniversário de Patativa do Assaré, um dos maiores poetas cearenses do século XX.


"Cabra da Peste" - Patativa do Assaré em "Cante lá que eu canto cá"

Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece, procura vencer,
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer

Não nego meu sangue, não nego meu nome,
Olho para fome e pergunto: o que há?
Eu sou brasileiro fio do Nordeste,
Sou Cabra da Peste, sou do Ceará

Tem muita beleza minha boa terra,
Derne o vale à serra, da serra ao sertão
Por ela eu me acabo, dou a própria vida,
É terra querida do meu coração

Meu berço adorado tem bravo vaqueiro
E tem jangadeiro que domina o má
Eu sou brasileiro fio do Nordeste,
Sou Cabra da Peste, sou do Ceará

Ceará valente que foi muito franco
Ao guerreiro branco Soares Moreno,
Terra estremecida, terra predileta
Do grande poeta Juvená Galeno

Sou dos verde mare da cor da esperança,
Qui as água balança pra lá e pra cá.
Eu sou brasileiro fio do Nordeste,
Sou Cabra da Peste, sou do Ceará

Ninguém me desmente, pois, é com certeza
Quem quer vê beleza vem ao Cariri,
Minha terra amada possui mais ainda,
A muié mais linda que tem o Brasi.

Terra da Jandaia, berço de Iracema,
Dona do poema de Zé de Alencar
Eu sou brasileiro fio do Nordeste,
Sou Cabra da Peste, sou do Ceará.