O Conselho Internacional sobre Literatura para jovens (IBBY), desde 1967, em homenagem ao aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, em 2 de abril, celebra o Dia Internacional do Livro Infantil (ICBD), com o intuito de inspirar o amor pela leitura e para chamar a atenção para os livros infantis. O aniversariante de hoje, Hans Christian Andersen (1805–1875), foi mestre do conto de fadas, publicados em livros que alcançaram renome mundial. Ele também é autor de peças teatrais, romances, poemas, livros de viagem e autobiografia, embora muitas dessas obras sejam quase desconhecidas fora da Dinamarca. Contudo, seus contos de fadas são sua grande contribuição para a literatura mundial. Autor de contos clássicos como "A Pequena Sereia" e "O Patinho Feio", outros contos tais como “A nova roupa do imperador” e a “Pequena vendedora de fósforos”, dotados de uma profunda e simbólica crítica social. Suas histórias, contendo verdades atemporais sobre a condição humana, continuam sendo lidas, reeditadas a adaptadas em variadas mídias, demonstrando assim, a universalidade de sua escrita, repleta de sensibilidade, de esperança e de compaixão.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
quarta-feira, 1 de abril de 2020
Rodolfo Teófilo já combateu epidemia em Fortaleza; relembre trajetória do farmacêutico e escritor
Entrevista concedida ao jornalista Diego Barbosa para reportagem publicada no Jornal Diário do Nordeste, intitulada “Rodolfo Teófilo já combateu epidemia em Fortaleza; relembre trajetória do farmacêutico e escritor”, em que dissertei sobre a obra literária do referido escritor cearense, que é integrada a sua missão intelectual e sanitária. Na reportagem, é traçado o perfil de Rodolfo Teófilo como cientista, literato e inventor, enfatizando suas lutas sanitárias contra os males da seca e da varíola na capital cearense. No final do século XIX e início do XX, Fortaleza era constantemente arrasada pelas epidemias de varíola, matando milhares de pessoas, deixando corpos pelas ruas. Nesse contexto, Rodolfo Teófilo combatia as pestes biológicas e as pestes políticas.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Inscrição para o Curso Preparatório para Pós-Graduação em Letras (UFC)
Inscrições abertas para o "Curso Preparatório para Pós-Graduação em Letras (UFC)", com concentração em Literatura Comparada, com início dia 15 de abril. O Curso tem como objetivo a capacitação teórica e prática do(a) candidato(a) para a seleção de Mestrado e Doutorado em Letras da UFC, por meio de uma revisão de pontos importantes da Teoria, Historiografia, Crítica literárias e das linhas de investigação em Literatura Comparada do PPGLetras, além de orientação e do estudo específico para construção de um projeto de pesquisa em Literatura. O Curso ocorrerá por meio de encontros presenciais, as segundas e quartas, no horário de 16h às 18h, no Coworking Trunfo. O Curso é dividido em 7 módulos e a cada mês serão 8 encontros, sendo dois específicos para orientação e acompanhamento individual dos projetos.
Para garantir a sua vaga, basta preencher o formulário no link a seguir
E efetuar o pagamento da taxa de matrícula, no valor de 200 reais. O investimento mensal, também é de 200 reais, até outubro.
Mais informações, no Site do Curso:
Coordenação e Docência: Prof. Dr. Charles Ribeiro Pinheiro
Local do Curso: Coworking Trunfo, Rua Padre Guerra, 889 - Parquelândia.
CALENDÁRIO DO CURSO PARA 2019:
Abril - Módulo 1 - Construindo uma pesquisa em Literatura;
Maio - Módulo 2 - Reencontros com a Teoria e a Crítica literária;
Junho - Módulo 3 - Conceitos-chave da Literatura Comparada;
Julho - Módulo 4 - Tradução, Literatura, Cinema e outras linguagens;
Agosto - Módulo 5 - Leitura, Ensino e Literatura Infantil;
Setembro - Módulo 6 - Leitura e análise dos textos teóricos e literários da seleção;
Outubro - Módulo 7 - Leitura e análise dos textos teóricos e literários da seleção.
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
A construção do ethos polêmico de Rodolfo Teófilo nos textos de crítica do jornal O Pão.
Rodolfo Teófilo (1853-1932), ao publicar o seu primeiro romance “A fome” (1890), obteve críticas desfavoráveis, sendo a que mais lhe desagradou foi a acusação de ser um mau escritor e de falsear a verdade, num texto estampado na “Revista Moderna” (1891). Em 1895, Teófilo descobre que o autor da crítica é Adolfo Caminha (1967-1897). Através dos artigos “A normalista” e “Cartas literárias”, publicadas no jornal “O pão” (1895), ele defende seu romance e desqualifica não apenas a obra literária, mas a pessoa de Caminha. Observamos que esse jornal serviu de “cenário” (Maingueneau, 2001) para as interações polêmicas entre os dois escritores, tanto para conquistar a opinião pública, quanto para superar o adversário. Amossy (2005) afirma que todo ato de tomar a palavra implica a construção de uma imagem de si, ou seja, o discurso é um lugar onde se engendra o ethos do orador, que não está dissociada de seu logos. Portanto, essa pesquisa tem o intuito de analisar a construção de um ethos polêmico de Rodolfo Teófilo por meio dos textos publicados no jornal “O pão”. O estudo do caráter discursivo da polêmica apoia-se em Ruth Amossy, “Ethos, cenografia e incorporação” (2005), de Dominique Maingueneau, “Gênese dos discursos” (2005) e “O contexto da obra literária” (2001) e de Marcelo Dascal, o artigo “Types of Polemics and Types of Polemical Moves” (1998). Após o estudo, observamos que Teófilo, como um sujeito enunciador, não escreveu seus textos em “solo institucional neutro e estável” (Maingueneau, 2001). Ao adotar um ethos polêmico, constituiu uma escrita provocativa para legitimar o seu conhecimento científico e seu engajamento intelectual. Constatamos que a polêmica entre os dois escritores não revelou apenas antipatias pessoais, ela é um importante meio para estudar o contexto literário cultural da época, para entender como se configurava a crítica nos jornais e os embates para se autolegitimar, na tentativa de inserção no cânone literário.
Palavras-chave: Rodolfo Teófilo. Polêmica. Ethos. Crítica. O pão.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
A cidade no papel: as representações literárias de Fortaleza como proposta para eventos acadêmicos
A Palestra faz parte da programação do X Encontro de Docência no Ensino Superior, dos Encontros Universitários da UFC - 2018
Hoje, às 16h no CENTRO DE CIÊNCIA, Sala 41, Bloco 950, 1 andar - Campus do Pici
Construído
a partir da disciplina de Estágio de docência em literatura (código HGP8333),
em 2015, o projeto de extensão “O entre-lugar na Literatura cearense” surgiu
com o propósito de investigar a formação da literatura produzida e lida no
Ceará. Iniciamos o projeto com o curso “O lugar do autor cearense na
historiografia literária brasileira”, na Biblioteca de Ciências Humanas do Campus
do Benfica, entre 2015 a 2016. Com a demanda do curso, em paralelo e integrado
à pesquisa da tese, desenvolvi e executei duas atividades acadêmicas, com o
auxílio de colegas de pós-graduação, acerca das representações artísticas da
cidade de Fortaleza. Em 2016, tivemos
uma proposta de oficina aprovada e promovida durante a “X Semana de Humanidades
da UFC”, intitulada “A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza, que
tratou das representações da cidade no periódico “O pão” (1892-1896). Em 2017,
organizei um Grupo de trabalho que fez parte da programação do “II Simpósio de
Literatura Cearense”, do “XIV Encontro Interdisciplinar de Estudos Literários
da UFC, com o título o “A Cidade no Papel: A cartografia literária da cidade de
Fortaleza”. Este trabalho pretende relatar os
percursos e dificuldades de organizar e executar ações acadêmicas, com o
propósito de auxiliar na formação de pesquisadores na área de literatura
cearense. Para o embasamento teórico, tivemos a contribuição de Silviano
Santiago (1978), Sânzio de Azevedo (1976;1982), Antônio Cândido (1959), Tânia
Carvalhal (2003), Dominique Maingueneau (2001), Pierre Bourdieu (1996), Charles
Baudelaire (1869) e Walter Benjamin (1989). Compreendemos que, dessas duas
ações distintas - uma oficina e um grupo de trabalho – ambos frutos de
pesquisa, a mais laboriosa foi o GT, porque envolveu leitura, avaliação de
resumos, divulgação, e, durante a sessão de comunicação, mediação e discussão
com os pesquisadores. Ressalta-se a atividade docente como complexa e que
não transmite um mero saber, porque deve nos ajudar a compreender a nossa
condição humana e nos auxiliar a viver (Morin, 1999).
Palavras-chave: Literatura
cearense. Historiografia literária. Entre-lugar. Docência superior. Eventos
acadêmicos.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Edgar Morin - Arauto de um novo renascimento, por Odalice de Castro Silva (2010)
“Sob a história, a lembrança e o esquecimento. Sob a lembrança e o esquecimento, a vida.” Paul Ricoeur
Combater a visão segundo a qual as pessoas, as coisas, a natureza, o mundo e o si-mesmo podem ser apreendidos como mônadas, defender a interrelação, a abertura e a imbricação como princípios são atitudes básicas para uma entrada ao método dos sete saberes como fundamentos ao pensamento complexo.
Para “escancarar o santuário” do Conhecimento, alguns pensadores, ao longo da história da inteligência humana, têm-se insurgido contra a compartimentação no entendimento e defendido a natureza plurifacetada, mas não auto-excludente das partes e ângulos do que aprendemos a considerar como o todo.
Ao tomar para si um ideário, a partir do qual o ensino e a aprendizagem deveriam abandonar a disciplinarização, em proveito da religação, Edgar Morin promove, juntamente com outros pensadores de mesma afinidade, uma proposta revolucionária. Através da leitura dos saberes, a busca de um caminho forjado pelo próprio conflito de antigas práticas, agora submetidas a outros motivos e objetivos. A religação dos saberes abraça as cegueiras do conhecimento, o conhecimento pertinente, a condição humana, a identidade terrena, as incertezas, a incompreensão e a ética do gênero humano.
Os princípios não são passos ordenados em linha reta; os princípios desenham uma forma inusitada, os cruzamentos em horizontal e em vertical, cujos pontos de toque criam, por sua vez, nervuras para sugerirem outros encruzamentos, até que um grande prisma, no formato de um diamante parece surgir diante do leitor, mesmo sem maiores pretensões pedagógicas, reorganizará o seu modo de apreender os diferentes ângulos das realidades que ajuda a criar e que, por outro lado, são construídas por outros, num relacionamento universalizante.
Ler Edgar Morin e ensinar a partir de suas propostas metodológicas implica na revisão de posturas antigas e na necessária abertura para uma medida: um desenraizamento e novo enraizamento do saber, tomando como ponto de partida figuras como a do prisma, do diamante, do entrecruzamento de linhas em profundidade e em superfície, para alcançar o desenho hologramático do saber, em mutação constante.
Desde "O homem e a morte" (1951), após as experiências de sua vida em contingências extremas na Segunda Guerra, inclusive como oficial do exército alemão, para alcançar o paradoxo “Beethoven/ Hitler”, ou seja, para entender como foi possível, dentro da mesma civilização e cultura, o princípio da exclusão: o sublime da música e a crueldade programada, ou genocídio sistêmico; com Autocritique (1959), o livro necessário com as reflexões para que as descobertas de suas contingências pessoais pudessem lhe aparecer como aquelas que dariam rumo ao seu destino.
De sua própria vida, das contradições de dentro de si, das contradições que desenham o rosto do outro e o contorno das relações humanas, a construção do Método, uma das mais importantes elaborações mentais do século XX e contribuição decisiva para a sustentação do conceito de complexidade, não apenas para a Epistemologia, mas para uma apreensão da vida e dos relacionamentos humanos no nosso dia-a-dia, tão prosaico, tão repetitivo, tão igual ao de todo mundo.
Para ler a obra de Edgar Morin com mais proximidade com as vicissitudes e conquistas, mais perto de sua humanidade conquistada nas perdas e ganhos, deu-nos em "Meu Caminho" (2010), as respostas simples, diretas, corajosas e reveladoras de sua trajetória, desde as origens até a senectude que ele contempla e vive como viveu outras etapas da vida.
O princípio da complexidade age como um ácido e como um bálsamo: o ácido ajuda a derreter as escamas que velam o olhar para a vida e o mundo; um bálsamo cheio de esperança e fé na regeneração da vida. As origens das promessas messiânicas pulsam de cada palavra, de cada frase, em cada livro, em cada entrevista. E ele ainda se afirma como alguém que sente falta de ter fé…
**A Conferência Internacional sobre os Sete Saberes necessários à Educação do Presente, a acontecer de 21 a 24 de setembro de 2010, comprova a lucidez de inteligência de quantos tomaram a si a realização de um evento que marcará os novos rumos metodológicos para a vida de cada um de seus participantes.
“Manter sempre alerta a razão na paixão e sempre presente a paixão na razão.”
Odalice de Castro Silva é professora titular de Teoria literária e Literatura Comparada do Curso de Letras da UFC.
Fonte: Jornal O Povo, O POVO Online, Fortaleza, Ceará. Publicado em 18/09/2010
**Texto escrito para o Jornal O POVO, em virtude da Conferência Internacional sobre os Sete Saberes necessários à Educação do Presente, realizada em 2010, em Fortaleza.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
OS DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE: O ENTRE-LUGAR NO ENSINO DA LITERATURA CEARENSE
Por Charles Ribeiro Pinheiro,
Orientação: Odalice de Castro Silva
Resumo da comunicação apresentada no IX Encontro de Docência no Ensino Superior, durante os Encontros Universitários da UFC, 2017.
Como requisito para a obtenção do diploma de doutoramento em Literatura
Comparada pela Universidade Federal do Ceará, cursamos a disciplina de Estágio
de docência em literatura (código HGP8333), durante o ano de 2015. Mais do que
substituir o professor na sala de aula, nos propomos a refletir sobre o estudo e o
ensino da literatura cearense por meio de um projeto de docência. Após seis
meses de pesquisa, desenvolvemos um projeto de âmbito historiográfico e
comparatista intitulado o “Entre-lugar na literatura cearense”. A ação que serviu
como nosso estágio de docência superior foi o curso “O lugar do autor cearense na
historiografia literária brasileira”, ministrado entre 2015 e 2016, a partir do escopo
do projeto. O referido curso visou à divulgação e ao auxílio na formação de
pesquisadores na área de literatura cearense. O nosso propósito é realizar um
relato das dificuldades em trabalhar com o ensino da literatura produzida no
Ceará, não apenas no âmbito acadêmico, mas para o público em geral.
Encontramos inúmeras barreiras para o progresso de nossa prática docente que
está ligada às dificuldades de leitura e à circulação das obras de autores cearenses
no nosso estado. Para encarar tal desafio, enfatizamos a exigência de um
‘historicismo renovado’ (Bosi) e de uma prática pedagógica complexa (Edgar
Morin). Optamos por uma visão plural e crítica, por meio da categoria fronteiriça
‘entre-lugar’, discutida por Silviano Santiago (Uma literatura nos trópicos, 1978) e
Homi Bhabha (O local da cultura, 1998), para a compreensão dos diálogos e dos
conflitos entre as ideias de literatura regional e nacional, desconstruindo a ideia de
‘centro’ como espaço único de difusão cultural. Para o embasamento
historiográfico da literatura cearense e do comparatismo literário, utilizamos: Dolor
Barreira (1948), Sânzio de Azevedo (1976), Artur Eduardo Benevides (1976),
Antônio Cândido (1959), Tânia Carvalhal (2003) e Leyla Perrone Moises, (1998).
Palavras-chave: Literatura cearense. Historiografia literária. Entre-lugar. Docência
superior.
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