Mostrando postagens com marcador Padaria Espiritual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padaria Espiritual. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

A cidade no papel: as representações literárias de Fortaleza como proposta para eventos acadêmicos




A Palestra faz parte da programação do X Encontro de Docência no Ensino Superior, dos Encontros Universitários da UFC - 2018
Hoje, às 16h no CENTRO DE CIÊNCIA, Sala 41, Bloco 950, 1 andar - Campus do Pici

 Construído a partir da disciplina de Estágio de docência em literatura (código HGP8333), em 2015, o projeto de extensão “O entre-lugar na Literatura cearense” surgiu com o propósito de investigar a formação da literatura produzida e lida no Ceará. Iniciamos o projeto com o curso “O lugar do autor cearense na historiografia literária brasileira”, na Biblioteca de Ciências Humanas do Campus do Benfica, entre 2015 a 2016. Com a demanda do curso, em paralelo e integrado à pesquisa da tese, desenvolvi e executei duas atividades acadêmicas, com o auxílio de colegas de pós-graduação, acerca das representações artísticas da cidade de Fortaleza.  Em 2016, tivemos uma proposta de oficina aprovada e promovida durante a “X Semana de Humanidades da UFC”, intitulada “A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza, que tratou das representações da cidade no periódico “O pão” (1892-1896). Em 2017, organizei um Grupo de trabalho que fez parte da programação do “II Simpósio de Literatura Cearense”, do “XIV Encontro Interdisciplinar de Estudos Literários da UFC, com o título o “A Cidade no Papel: A cartografia literária da cidade de Fortaleza”. Este trabalho pretende relatar os percursos e dificuldades de organizar e executar ações acadêmicas, com o propósito de auxiliar na formação de pesquisadores na área de literatura cearense. Para o embasamento teórico, tivemos a contribuição de Silviano Santiago (1978), Sânzio de Azevedo (1976;1982), Antônio Cândido (1959), Tânia Carvalhal (2003), Dominique Maingueneau (2001), Pierre Bourdieu (1996), Charles Baudelaire (1869) e Walter Benjamin (1989). Compreendemos que, dessas duas ações distintas - uma oficina e um grupo de trabalho – ambos frutos de pesquisa, a mais laboriosa foi o GT, porque envolveu leitura, avaliação de resumos, divulgação, e, durante a sessão de comunicação, mediação e discussão com os pesquisadores. Ressalta-se a atividade docente como complexa e que não transmite um mero saber, porque deve nos ajudar a compreender a nossa condição humana e nos auxiliar a viver (Morin, 1999).



Palavras-chave: Literatura cearense. Historiografia literária. Entre-lugar. Docência superior. Eventos acadêmicos.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Minicurso “A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza"


Olá, convidamos a todos(as) para participar do Minicurso “A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza, que ocorrerá nos dias 20 e 21 de outubro, durante a X Semana de Humanidades, na UFC. O minicurso tem o intuito de apresentar e discutir as representações literárias da vida moderna em Fortaleza publicadas no periódico O Pão, da Padaria Espiritual. Enfatizaremos os textos literários que tratam do cotidiano conturbado da capital cearense, tendo como palco principal a Praça do Ferreira e seu entorno. Para discutir os textos de O Pão e o contexto literário da Padaria Espiritual, trabalhamos com a categoria modernidade, do poeta francês Charles Baudelaire no ensaio “O pintor da vida moderna” (1869). O minicurso é uma atividade do projeto de extensão “O entre-lugar na literatura cearense”, orientado pela Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva, Professora Titular de Teoria literária e Literatura Comparada da UFC.
Dias 20 e 21 de Outubro, de 08:00 às 12:00 da manhã, na Sala 7- Bloco Didático de História


Proponentes do Minicurso:
Prof. Charles Ribeiro Pinheiro (Doutorando/UFC)
Prof.ª Rafaela de Abreu Gomes (Doutoranda/ UFC).


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Minicurso A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza


Olá, convidamos a todos(as) para participar do Minicurso “A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza, que ocorrerá nos dias 19, 20 e 21 de outubro, durante a X Semana de Humanidades, na UFC. O minicurso tem o intuito de apresentar e discutir as representações literárias da vida moderna em Fortaleza publicadas no periódico O Pão, da Padaria Espiritual. Enfatizaremos os textos literários que tratam do cotidiano conturbado da capital cearense, tendo como palco principal a Praça do Ferreira e seu entorno. Para discutir os textos de O Pão e o contexto literário da Padaria Espiritual, trabalhamos com a categoria modernidade, do poeta francês Charles Baudelaire no ensaio “O pintor da vida moderna” (1869). O minicurso é uma atividade do projeto de extensão “O entre-lugar na literatura cearense”, orientado pela Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva, Professora Titular de Teoria literária e Literatura Comparada da UFC.
O minicurso ocorrerá nos dias 20 e 21 de Outubro, de 08:00 às 12:00 da manhã.
Inscrição no Evento para o minicurso: http://goo.gl/reieLh

Proponentes do Minicurso:
Prof. Charles Ribeiro Pinheiro (Doutorando/UFC)
Prof.ª Rafaela de Abreu Gomes (Doutoranda/ UFC);

Mais informações em:
Email: entrelugar.literaturacearense@gmail.com



EMENTA COMPLETA

A PADARIA ESPIRITUAL E A MODERNIDADE EM FORTALEZA

Autor: Prof. Me. e Doutorando Charles Ribeiro Pinheiro (UFC)
Coautora: Prof.ª M.ª e Doutoranda Rafaela de Abreu Gomes (UFC)
Orientação:  Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva (UFC)

Resumo: A cidade de Fortaleza do final do século XIX e início do século XX foi um espaço de riquíssima efervescência cultural e política. O fator gerador dessa agitação foi o rápido desenvolvimento econômico da capital cearense, em virtude da exportação de algodão para a Inglaterra, durante as décadas de 1860-1870. Ocorreu um amplo desenvolvimento material na capital, que poucos anos antes era apenas uma cidade provinciana, cujo centro econômico passou a ser a Praça do Ferreira. O desenvolvimento material da cidade foi acompanhando pelo cultural, pois a expansão do comércio em Fortaleza ensejou no progresso intelectual da província, cenário em que novas ideias e novas tendências estéticas e literárias  começaram a fermentar nas ruas, praças, cafés, livrarias, clubes, agremiações literárias. No início da década de 1890, um grupo de jovens literatos e boêmios que frequentavam o Café Java, na Praça do Ferreira, liderados por Antônio Sales, funda a Padaria Espiritual, agremiação artística e literária com o objetivo espalhar o ‘pão do espírito’ (a literatura e as artes) para todos, com o afã de agitar culturalmente a cidade, tentando tirá-la do marasmo cotidiano. Além de reuniões culturais, os padeiros editavam o jornal O Pão, espaço para publicação de textos literários e divulgação de ideias. O minicurso tem o intuito de apresentar e discutir as representações literárias da vida moderna em Fortaleza publicadas no periódico O Pão, da Padaria Espiritual. Enfatizaremos os textos literários que tratam do cotidiano conturbado  da capital cearense,  principalmente os que dialogam com o contexto sócio cultural da cidade, tendo como palco principal a Praça do Ferreira e seu entorno (os transeuntes, os cafés, os bondes, as lojas, os boêmios). Para discutir os textos do O Pão e o contexto da Padaria Espiritual, adotaremos a ideia de modernidade desenvolvida pelo poeta francês Charles Baudelaire no ensaio “O pintor da vida moderna” (1869). A ideia de modernidade é de origem estética, mas é profundamente relacionada a uma perspectiva histórica dos registros artísticos das transformações materiais e sociais pelos quais passavam as cidades europeias, no caso de Baudelaire: Paris. Traremos essa discussão para a cidade de Fortaleza,  no fim do século XIX, pois a capital tinha o desejo de se modernizar, inspirando-se nas metrópoles europeias. O minicurso é constituído por dois momentos: no primeiro momento (4 horas) será apresentada e discutida a ideia de modernidade por Baudelaire. Além do ensaio “O pintor da vida moderna”, analisaremos o conjunto de poemas que formam “Os quadros parisienses”. No segundo momento (4 horas), serão examinados os textos publicados no Jornal O pão, que expressam as singularidades da modernidade em Fortaleza, com ênfase em poemas, crônicas, ensaios, charadas, textos humorísticos. Além da ideia de modernidade de Baudelaire, contaremos com o suporte historiográfico de Leonardo Mota (1938), Dolor Barreira (1948), José Ramos Tinhorão (1966), Sânzio de Azevedo (1982) e (1996), Eduardo Campos (1985) e Sebastião Rogério Ponte (2001). Esta Oficina está vinculada ao projeto de extensão “O entre-lugar na literatura cearense”, que visa ao fomento da leitura, à divulgação e ao auxílio na formação de pesquisadores na área de literatura cearense, trabalhando com uma abordagem da História da Literatura e da Literatura Comparada, enfatizando a formação, a circulação e a recepção dos autores e de obras literárias produzidas no Ceará, debatendo a contribuição dos escritores cearenses para a formação da literatura brasileira
.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Oficina: As polêmicas literárias da Padaria Espiritual

V FESTIVAL UFC DE CULTURA

15 a 19 de outubro de 2012
“Pão, Modernismo e outras revoluções na arte brasileira”


Oficina: As polêmicas literárias da Padaria Espiritual


Quando: 18 de outubro, das 09h às 12h

Onde: Museu de Arte da UFC (Av. da Universidade, 2854 - Benfica).

Ministrante: Prof. Me. Charles Ribeiro Pinheiro


RESUMO-OBJETIVOS-METODOLOGIA

A presente oficina investiga as polêmicas da Padaria Espiritual (1892-1898), no âmbito do contexto literário regional e nacional, enfatizando o escritor Adolfo Caminha e seus embates com a agremiação, através da leitura do seu livro de crítica Cartas Literárias e dos números do periódico O pão. Essa oficina pretende discutir alguns pontos referentes à história da Padaria Espiritual. Apesar de reunir uma geração destacada de artistas, escritores e intelectuais do Ceará do final do século XIX, não formava um grupo inteiramente harmônico, esteticamente e ideologicamente.

Para esse estudo, apoiamos-nos no conceito de contexto desenvolvido por Dominique Maingueneau, em O contexto da obra literária e com o levantamento da construção do discurso crítico dos intelectuais da geração realista brasileira, por Roberto Ventura, em  Estilo tropical: história cultural e polêmicas literárias no Brasil. Pautados nessas ideias, realizamos um sucinto mapeamento da vida intelectual e literária da Padaria Espiritual. Priorizamos em nossa apresentação as polêmicas de Adolfo Caminha com Antonio Sales e Rodolfo Teófilo, além dos seus ataques à referida agremiação. Também abordaremos a recepção do programa de instalação e do periódico O Pão em outros centros culturais do Brasil, afora a expulsão dos padeiros Temístocles Machado, Tibúrcio de Freitas e Álvaro Martins do grêmio, motivando a criação do Centro Literário.

Portanto, entendemos que a literatura é um espaço de lutas, onde os escritores  disputavam e tentavam se inserir de modo problemático na Tradição literária. Este trabalho é um segmento da pesquisa de mestrado "Rodolpho Theophilo: a construção de um romancista". Para esse projeto, fez-se necessário uma análise do contexto de Rodolfo Teófilo, pois entendemos que o escritor desenvolveu uma relação dinâmica e complexa com as condições históricas, políticas e culturais que interferiram direta e indiretamente na produção de sua obra literária.