quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Encerradas as Inscrições para o Curso de Extensão em Literatura Cearense

Atenção: INSCRIÇÕES ENCERRADAS!
Ficamos bastante felizes por sua procura, pois o nosso Curso recebeu inscrições além do número de vagas. 
Como o Curso é gratuito, por questão de justiça, o critério de ingresso é por ordem cronológica de inscrição.  Ofertamos 50 vagas.
O preenchimento da Lista de Espera também está encerrado.
Quem se escreveu até o dia 31 de Outubro pela manhã [Lista de Espera], fique atento à sua caixa de e-mail
Enviaremos e-mail solicitando a confirmação dos participantes já inscritos em 29 de Outubro. Se houver desistência, convocaremos os inscritos que estão na lista de espera, em ordem cronológica. 
Muito obrigado pela interesse!


Proponente: Prof. Me. Charles Ribeiro Pinheiro
Orientação: Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva
Instituição Promotora: Grupo de Pesquisa Espaço de leitura: cânone e bibliotecas e o projeto O entre-lugar na literatura cearense, em parceria com a Biblioteca de Ciências Humanas (UFC) e o Acervo do Escritor Cearense.
Horário: Quintas – 16:00 horas às 18:00 horas.
Certificado: 50 horas.
Local: Auditório da Biblioteca de Ciência Humanas da UFC (Campus do Benfica), em Fortaleza.
Ementa: Estudo introdutório das problemáticas historiográficas da literatura cearense, enfatizando o estudo de autores que produziram obras no Ceará e a investigação a formação da literatura do estado e a sua contribuição para a constituição da literatura nacional.



domingo, 25 de outubro de 2015

Minicurso 'Diálogos Historiográficos" no XII Encontro Interdisciplinar de Estudos Literários

O minicurso "Diálogos historiográficos: a Padaria Espiritual e o Grupo CLÃ para os estudos literários no Brasil", fará parte da programa do XII Encontro Interdisciplinar de Estudos Literários, promovido promovido pelo Programa de Pós-graduação em Letras da UFC, cujo tema é Literatura e ensino. 

Ministrante: Charles Ribeiro Pinheiro (UFC).
Orientação: Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva.
Mais informações em: Minicurso

RESUMO: Uma característica da literatura cearense é a formação de agremiações, desde a segunda metade do século XIX, cujas revistas e jornais por elas publicados circulavam intensamente em Fortaleza.

Projeto Iluminuras - AEC


O Grupo Iluminuras, ação realizada pelo Acervo do Escritor Cearense e pela Biblioteca de Ciências Humanas da UFC, é um Projeto de Extensão que procura reunir pessoas que, remotivando a tradição medieval, buscam, por meio da criação de imagem bordadas, realizar uma leitura interpretativa de obras literárias. Assim, pincel, tinta e pergaminho são substituídos por agulha, linha e tecido na revelação pictórica de um ato de ler cujo hábito e qualidade se tem em mente desenvolver e renovar.
A primeira produção do Iluminuras foi realizada a partir da seleção de contos de Dizem que os Cães veem por ocasião da comemoração do 1º Centenário de nascimento de Moreira Campos. Os painéis bordados foram expostos no encerramento da edição especial dos Encontros Literários Moreira Campos em 2014 e, posteriormente, ficou em exposição durante na Bienal do Livro em 2014 que teve como tema A Fortaleza de Moreira Campos.
Neste ano, no primeiro semestre, relembramos o flagelo ocorrido há 100 anos e será também oportuno refletir sobre o tema que inspirou O Quinze, de Rachel de Queiroz . Comemoramos, no segundo semestre, os 150 anos da publicação de Iracema, de José de Alencar.  As peças bordadas, que foram transformadas em quadros,  ficarão em exposição na Biblioteca de Ciências Humanas. A data será divulgada brevemente e o evento será aberto ao público.

Mais informações em: Grupo Iluminuras

Programa Rádio Debate UFC - 27 de Março de 2014, Centenário de Moreira Campos


Olá, caros amigos

Essa é uma memória do programa Rádio Debate, da Rádio Universitária FM (107,9), que no dia 27 de março de 2014, tratou sobre o centenário do escritor MOREIRA CAMPOS (1914-2014). Outros assuntos discutidos: Apresentação do livro de crônicas de Moreira Campos, Porta de Academia; organizado pela professora Neuma Cavalcante e Isabel Gouveia; a importância do Acervo do Escritor Cearense e o ensino da Literatura Cearense.

Debatedores:
Isabel Gouveia, professora mestre, pesquisadora do Acervo do Escritor Cearense;
Lídia Barroso, graduada em Letras, pesquisadora do Acervo do Escritor Cearense;
Charles Ribeiro, professor mestre, doutorando em Literatura Comparada pela UFC, membro da Organização dos Encontros Literários Moreira Campos. 
Apresentação: Agostinho Gósson (jornalista).
Produção: Raquel Chaves (jornalista) e Fátima Babini (bolsista).


O link para escutar o programa na integra está no endereço abaixo Rádio Debate_27.03.14_Moreira+Campos.mp3





sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dissertação - Rodolpho Theophilo: a construção de um romancista

        
        A minha dissertação de Mestrado, Rodolpho Theophilo: a construção de um romancista, concluída em 2011, teve uma gestação de mais de 4 anos. A sua gênese ocorreu no projeto de pesquisa de graduação, "A formação intelectual e literária de Rodolfo Teófilo", que fez parte dos estudos do grupo de pesquisa "Espaço de leituras: cânone e bibliotecas", coordenado pela professora Odalice de Castro e Silva
        Quem desejar conhecer mais a obra literária de Rodolfo Teófilo, basta acessar o link a seguir: http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/3452/1/2011_DIS_CRPINHEIRO.pdf

Resumo: Esta dissertação, intitulada Rodolpho Theophilo: a construção de um romancista,  realizou uma investigação da formação intelectual e literária de Rodolfo Teófilo (1853-1932), verificando como ocorreu o seu amadurecimento como ficcionista em O paroara (1899). Para tal propósito, situamos, de maneira crítica, o referido autor em sua conturbada época e espaço social: a Fortaleza da Belle Époque. A pesquisa divide-se em três capítulos: o primeiro relaciona o escritor ao contexto em que está inserida a sua obra ficcional, além do estudo de seu campo intelectual e literário; no segundo estudamos a dinâmica dos processos de leitura e desleitura e, no terceiro capítulo, como operou-se a construção do estilo naturalista-regionalista de Rodolfo Teófilo. Para o desenvolvimento do primeiro capítulo, utilizamos as categorias de contexto, campo literário e habitus, respectivamente, estabelecidas por Dominique Maingueneau, em O contexto da obra literária (2001) e por Pierre Bourdieu, em As regras da arte (1996). No segundo, investigamos qual foi o rol de leituras de Rodolfo Teófilo, que configuraram a base de sua cosmovisão cientificista. Para examinar os embates dele com a tradição literária, empregamos a concepção de angústia da influência e de desleitura, cunhados pelo crítico Harold Bloom, em A angústia da influência (1991) e Um mapa da desleitura (2003). No último capítulo, analisamos como ocorreu a superação das influências de leitura, efetuando um rigoroso exame dos textos ficcionais da década de 1890, culminando com o romance O paroara. Para esse processo, foram empregadas as categorias estilo, linguagem e escritura, por Roland Barthes em O grau zero da escritura (1974), também estudadas por Leyla Perrone-Moisés em Texto, crítica, escritura (1993). Concluímos, que em O paroara, Rodolfo Teófilo atingiu uma segurança em seu fazer ficcional, apoiado, criticamente, na noção proposta por Araripe Júnior, de estilo tropical, no ensaio Estilo tropical. A fórmula do naturalismo brasileiro (1888). Estudamos como Rodolfo Teófilo realizou uma desapropriação poética da escola naturalista e atingiu uma escritura singular, recriando o regionalismo, tornando-se precursor da chamada Literatura das secas. Este trabalho fez parte da pesquisa Bibliotecas Pessoais: Escritores, Historiadores e Críticos Literários, sob a coordenação da Profª. Drª. Odalice de Castro Silva, do Programa de Pós-Graduação em Letras – Literatura Comparada, da Universidade Federal do Ceará.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A FOTOGRAFIA COMO METÁFORA DO FAZER LITERÁRIO DE RODOLFO TEÓFILO

Evento: IX Encontro interdisciplinar de Estudos Literários (2012)

Local: Centro de humanidades - UFC.

Uma das mais famosas polêmicas literárias ocorridas no Ceará, no final do século XIX, foi entre os escritores Rodolfo Teófilo (1853-1932) e Adolfo Caminha (1967-1897). Através do Jornal O pão (1895), Rodolfo Teófilo se defendeu das críticas que Adolfo Caminha fizera ao seu romance de estréia, A fome (1890). Ele atacou a obra de Adolfo Caminha, A normalista (1893), apontando diversos defeitos de estilo e de verossimilhança, sendo o mais grave o fato do romance não ser uma fotografia fiel da realidade. É interessante salientar a utilização da palavra “fotografar” como sinônimo da escritura naturalista. O objetivo da nossa pesquisa foi de investigar como o conhecimento da técnica fotográfica contribuiu para a formação da visão estética de Rodolfo Teófilo. Para tal fim, realizamos um sucinto estudo comparativo entre a Fotografia e a Literatura Naturalista. Iniciamos por uma contextualização do surgimento da ciência fotográfica e discussão do conceito de imagem fotográfica. Depois, estudamos os fundamentos da escola naturalista em O romance experimental, do escritor francês Émile Zola (1840-1900). Por fim, analisamos os artigos publicados no jornal O pão, da Padaria Espiritual (1892-1898), em que Rodolfo Teófilo expôs sua concepção literária: “A normalista” e “Cartas literárias”. Aprofundamos o nosso estudo com a utilização dos livros: Fotografia e História de Boris Kossoy, O ato fotográfico de Philippe Dubois e o ensaio de Walter Benjamin “Pequena história da fotografia”. Após a pesquisa, constatamos que o registro visual, produto da técnica fotográfica foi confundida como uma fração da realidade na época de seu surgimento. Rodolfo Teófilo, após conhecer essa nova tecnologia e pela leitura da obra de Zola, utilizou a fotografia como metáfora do seu fazer literário, pois em suas produções literárias buscava uma fidedignidade radical com os eventos ocorridos na sociedade, tendo sido este o principal foco de sua crítica a Adolfo Caminha.


Rodolfo Teófilo: “Ao Sr. Caminha falta penetração e foro do romancista. Ele não estuda os tipos e os não descreve com uma visão nítida e verdadeira, uma intuição do intimo: não fotografa, com aquela precisão de escritor psicologizo os personagens no movimento real da vida com seus verdadeiros tons.” (O pão, 1 de Agosto de 1895. Nº 21. Ano II).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Oficina: As polêmicas literárias da Padaria Espiritual

V FESTIVAL UFC DE CULTURA

15 a 19 de outubro de 2012
“Pão, Modernismo e outras revoluções na arte brasileira”


Oficina: As polêmicas literárias da Padaria Espiritual


Quando: 18 de outubro, das 09h às 12h

Onde: Museu de Arte da UFC (Av. da Universidade, 2854 - Benfica).

Ministrante: Prof. Me. Charles Ribeiro Pinheiro


RESUMO-OBJETIVOS-METODOLOGIA

A presente oficina investiga as polêmicas da Padaria Espiritual (1892-1898), no âmbito do contexto literário regional e nacional, enfatizando o escritor Adolfo Caminha e seus embates com a agremiação, através da leitura do seu livro de crítica Cartas Literárias e dos números do periódico O pão. Essa oficina pretende discutir alguns pontos referentes à história da Padaria Espiritual. Apesar de reunir uma geração destacada de artistas, escritores e intelectuais do Ceará do final do século XIX, não formava um grupo inteiramente harmônico, esteticamente e ideologicamente.

Para esse estudo, apoiamos-nos no conceito de contexto desenvolvido por Dominique Maingueneau, em O contexto da obra literária e com o levantamento da construção do discurso crítico dos intelectuais da geração realista brasileira, por Roberto Ventura, em  Estilo tropical: história cultural e polêmicas literárias no Brasil. Pautados nessas ideias, realizamos um sucinto mapeamento da vida intelectual e literária da Padaria Espiritual. Priorizamos em nossa apresentação as polêmicas de Adolfo Caminha com Antonio Sales e Rodolfo Teófilo, além dos seus ataques à referida agremiação. Também abordaremos a recepção do programa de instalação e do periódico O Pão em outros centros culturais do Brasil, afora a expulsão dos padeiros Temístocles Machado, Tibúrcio de Freitas e Álvaro Martins do grêmio, motivando a criação do Centro Literário.

Portanto, entendemos que a literatura é um espaço de lutas, onde os escritores  disputavam e tentavam se inserir de modo problemático na Tradição literária. Este trabalho é um segmento da pesquisa de mestrado "Rodolpho Theophilo: a construção de um romancista". Para esse projeto, fez-se necessário uma análise do contexto de Rodolfo Teófilo, pois entendemos que o escritor desenvolveu uma relação dinâmica e complexa com as condições históricas, políticas e culturais que interferiram direta e indiretamente na produção de sua obra literária.