segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Um clássico historiográfico: Fortaleza Belle Époque”
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Inscrições encerradas Curso A fome 130 anos: Rodolfo Teófilo romancista
O Curso, ministrado pelo Prof. Dr. Charles Ribeiro Pinheiro, consistirá em cinco encontros virtuais que abordarão questões interessantes e relevantes do romance A fome, ressaltando Rodolfo Teófilo como um escritor-leitor, ao investigar as leituras que formaram a sua cosmovisão cientificista, assim como a construção de seu estilo naturalista-regionalista, cuja obra ficcional o tornou o precursor da chamada "Literatura das secas".
O Curso ocorrerá virtualmente por meio da plataforma Meet (google), nos dias 28 e 30 de dezembro de 2020; 04, 06 e 11 de janeiro 2021, no horário de 18h às 19h.
Acompanhe as Redes sociais e canais da Campanha para saber mais sobre o escritor Rodolfo Teófilo, suas obras ficcionais, e sobre Literatura Cearense. Todas as divulgações ocorrerão por meio delas. Em janeiro, será publicado gratuitamente um Almanaque digital sobre Rodolfo Teófilo. Não Perca!
"Este Projeto é fomentado com recursos da Lei 14.017/2020 - Lei Aldir Blanc - por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza".
Acompanhe:
Instagram: https://www.instagram.com/prof.charles.ribeiro.pinheiro/...
Facebook: https://www.facebook.com/prof.charles.ribeiro.pinheiro
Informações: entrelugar.literaturacearense@gmail.com
INSCRIÇÕES ABERTAS! O Curso "A Fome-130 anos: Rodolfo Teófilo Romancista"
INSCRIÇÕES ABERTAS! O Curso "A Fome-130 anos: Rodolfo Teófilo Romancista" tem por objetivo homenagear os 130 anos de publicação do polêmico romance "A Fome" (1890), um dos responsáveis pela construção da tradição dos romances da seca na literatura brasileira. O Curso faz parte da campanha cultural que ocorrerá na forma de ocupação digital, durante o mês de dezembro e janeiro de 2021, por meio de produção de postagens, vídeos, uma videoconferência e um almanaque gratuito em forma de ebook (de autoria de Charles Ribeiro Pinheiro e arte por Luís XIII), que se utiliza da linguagem visual das histórias em quadrinhos, como forma de ampliar a divulgação do referido romance e as demais obras ficcionais de Rodolfo Teófilo.
O Curso, ministrado pelo Prof. Dr. Charles Ribeiro Pinheiro, consistirá em cinco encontros virtuais que abordarão questões interessantes e relevantes do romance A fome, ressaltando Rodolfo Teófilo como um escritor-leitor, ao investigar as leituras que formaram a sua cosmovisão cientificista, assim como a construção de seu estilo naturalista-regionalista, cuja obra ficcional o tornou o precursor da chamada "Literatura das secas".
O Curso ocorrerá virtualmente por meio da plataforma Meet (google), nos dias 28 e 30 de dezembro de 2020; 04, 06 e 11 de janeiro 2021, no horário de 18h às 19h.
Público alvo: alunos de graduação ou graduados em Letras e, além dos Cursos de Ciências Humanas, demais interessados em Literatura Cearense.
Não perca essa oportunidade!
"Este Projeto é fomentado com recursos da Lei 14.017/2020 - Lei Aldir Blanc - por meio da secretaria municipal da cultura de Fortaleza".
Inscrições por meio do link: https://forms.gle/oM1TLnm8J2EtehvA6
Página do Curso: https://caminhosdapesquisaliteraria.webnode.com/a-fome-130-anos/
Informações: entrelugar.literaturacearense@gmail.com
Instagram: @prof.charles.ribeiro.pinheiro
Twitter: @Charles_Rib_82
Facebook: https://www.facebook.com/prof.charles.ribeiro.pinheiro
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
A minha primeira onda
Não me lembro da primeira vez que vi o mar, pois
morava há uns duzentos metros da praia do Mucuripe e uns dois quilômetros da
Praia do Futuro. Quando abri os olhos para a existência, portanto, ele já
estava lá, tão antigo quanto o mundo. Do meu bairro, situado no alto de uma duna
ancestral de Fortaleza, era só andar um pouco que se podia avistar o verde mar,
que alimentou meus avós e meus pais. O mar era o meu quintal d’água.
Então, desde criancinha, ia sempre à praia. Porém,
da primeira vez que entrei sozinho no mar e fui surpreendido, nunca esqueci.
Foi um misto de emoções: contemplação, susto e medo.
Tinha oito anos e eram férias escolares. Desci com
os meus pais até a Praia do Futuro. O Oceano Atlântico me surpreendeu com sua
beleza, sua incrível extensão de água verde, com ondas brancas que rolavam até
onde os meus olhos podiam ver, sob um céu claro e um sol de verão, brilhante e
quente, cujos raios de luz eram afiados como canivetes.
Fiquei encantado com a visão e o som daquelas ondas
sem fim e mal podia esperar para entrar na água. A princípio não fiquei com
medo, como muitas crianças que ficavam a se deparar com aquele pedaço de
infinito. Era como se me chamasse. Meus pais distraídos não me viram largar as
sandálias na areia e correr freneticamente em direção ao mar.
Ninguém me avisou sobre o poder colossal de uma
onda. Antes que eu soubesse o que tinha acontecido, fui atacado por uma parede
de água em movimento e arremessado contra parte rasa da areia molhada.
Sentei-me cuspindo e tossindo água salgada que passava ardendo em minha boca e
nariz. Minha testa e meus braços estavam avermelhados e arranhados. Veloz como
uma albatroz, a minha mãe veio em meu socorro e me levou para a faixa de areia.
Fiquei magoado, chocado e, sobretudo, muito confuso.
Claro que tive medo de entrar no mar novamente.
Sentei-me no raso e fiquei, ainda chateado, encarando as ondas. Olhava tudo: o
horizonte, os surfistas singrando as águas, as pessoas nadando, as crianças
brincando, os navios ao longe. Mesmo criança, assustado e atento, com o tempo,
fui lendo as cadências das ondas, onde elas eram maiores, onde quebravam, o
intervalo de uma onda a outra. Uma hora depois, para não desperdiçar aquela
manhã de domingo, entrei no mar novamente, mas com os meus pais. Prevenido, o
mar não me pegava mais. O medo cedeu lugar ao divertimento. E eu estava fazendo
as pazes com ele, selando uma amizade duradoura.
Esse episódio, na Praia do Futuro, me marcou
profundamente e me trouxe uma rica lição. A vida é como o mar. Em um minuto,
estamos vadeando em águas pacíficas e, no momento seguinte, somos atingidos por
uma onda poderosa que nos derruba. Às vezes, a onda estava lá, vindo em nossa
direção, mas não dávamos importância. Uma onda pode nos deixar atordoados e sem
fôlego. Somos derrubados, atirados na areia ou puxados para baixo. E se o mar
nos arrastar e nos afundar, lutamos para respirar e voltar a superfície. A vida
como o mar é repleta de ondas de alegria, de prazer, de dor e de tristeza que
fluem incessantemente. Contudo, devemos respeitá-lo na sua imensidão, mistério
e imprevisibilidade. Se aprendermos a lê-lo, se acostumarmos com ele, tentando
conhecer os seus meandros e, claro, se aprendermos a nadar e a saltar suas
ondas, ou mesmo surfar, não será antagonista, mas nosso amigo.
Ele está lá todos os dias, esperando-me por meus
pés sobre suas águas e sentir a sua força infinita. A cadência perpétua do
vasto mar traz essas ondas que fluem, ora calmas, ora agitadas. Perceber que a vida é um ciclo é importante, porque seremos
constantemente gratos, visto que sempre haverá algo para ser grato, apesar das
quedas e arranhões.
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
A NORMALISTA – A ATUALIDADE DE UM ROMANCE POLÊMICO
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
Bate-papo_A Normalista de Adolfo Caminha_Série bom Livro
Bate-papo sobre o romance “A Normalista” (1893), do escritor cearense Adolfo Caminha, com a participação do professor Charles Ribeiro Pinheiro, promovido pelo canal do Instagram @seriebomlivro, com a curadora do professor João Paulo Foschi, que realiza um importante trabalho de resgate da memória editorial dos clássicos da Literatura brasileira, publicados pela Editora Ática. Acompanhando a tradição dos romances de costumes, “A Normalista” é um dos mais polêmicos livros do naturalismo brasileiro, a realizar uma representação atroz da hipocrisia, da dominação masculina, da maledicência, da mesmice provinciana e da molecagem da cidade de Fortaleza, capital do Ceará, no final do século XIX. Bate-papo realizado no dia 18 de outubro de 2020, no ig










